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(esta lição foi publicada originalmente na Newsletter de 26/12/06)
Como afirmamos em outras oportunidades, os arpejos de mão direita são um dos fundamentos mais importantes do estudo e da execução violonística. Há farto material didático abordando o assunto, desde clássicos como Giuliani, Carulli e Sor até contemporâneos como Ulisses Rocha e Paulo Porto Alegre, passando por Henrique Pinto e Abel Carlevaro, entre muitos outros. Na maior parte dos métodos, os arpejos são apresentados em ordem crescente de dificuldade, de acordo à combinação dos dedos e o número de notas tocadas. Se organizados pelo número de notas, os arpejos mais simples seriam:
> p, i, m (arpejo de três notas) > p, i, m, a (arpejo de quatro notas) > p, i, m, a, m, i (arpejo de seis notas) > p, i, m, a, m, i, m, a (arpejo de oito notas)
Existem inúmeras variações possíveis. Uma das alternativas para o arpejo de oito notas é "p, a, i, a, m, a, i, a" , que é o que utilizaremos neste Estudo, acrescentando, no polegar, a figura rítmica da linha de baixo própria do Baião (duas colcheias pontuadas e uma colcheia). Quando a intenção do estudante for apenas praticar a técnica da mão direita, os arpejos podem ser praticados até com cordas soltas. Nesta peça, porém, o objetivo é estudar a técnica de ambas as mãos num contexto harmônico e rítmico prático. Quem desejar se aprofundar no estudo, pode fazer uma análise vertical da harmonia, conferindo os intervalos utilizados em cada acorde, e também horizontal, verificando o encaminhamento harmônico adotado (neste caso, baseado em Am eólio). Mas, mesmo quem não se aventurar na parte teórica deste Estudo vai encontrar um desafio técnico razoável pela frente. No playback, gravado com violão midi (GR30 com timbre de Jazz Guitar do SoundCanvas), o estudo se repete três vezes.
Bom proveito!
Ouça a partitura e baixe o playback clicando aqui
Confira outro "Estudo de Arpejos e Abertura" publicado anteriormente
Veja a partitura do Estudo n°4:

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